quarta-feira, 20 de abril de 2011

Romeu e Julieta

Postado por Malu Corrêa às 16:25 1 comentários
O enredo passa-se em Verona, Itália, por
volta do ano 1500 e trata os amores de um casal de jovens (Romeu e
Julieta), que apesar de serem provenientes de famílias rivais, se
apaixonam um pelo outro. Nesta história as lutas de espada, o disfarce,
os equívocos, a tragédia , o humor e a linguagem da paixão simbolizam,
no seu conjunto, o amor verdadeiro. Duas poderosas famílias (os
Montagues e os Capulet) são inimigas há muitos anos. O velho Capulet,
pai de Julieta, dá uma grande festa para a qual convida todos os amigos
da família. Como é evidente, a família dos Montagues não faz parte da
lista dos convidados. Entretanto, como Romeu Montagues anda interessado
em Rosaline, uma jovem que foi convidada para a festa e arranja um
plano para a poder ver durante essa festa. Assim, Romeu entra
disfarçado na casa dos inimigos da sua família. Já lá dentro, a sua
atenção vai para Julieta, e não para Rosaline. Apaixona-se de imediato
e fica muito desiludido quando sabe que Julieta é uma Capulet. Romeu
também não passa despercebido a Julieta, mas ela não sabe que ele é um
Montagues. Mais tarde, depois de descobrir que o jovem por quem está
apaixonada é o filho da família inimiga, Julieta vai para a varanda e
conta às estrelas que tem um amor proibido. Romeu, escondido nuns
arbustos por baixo da varanda, ouve as confissões de Julieta e não
resiste. Apresenta-se a Julieta e diz-lhe que também está apaixonado
por ela. Com a ajuda de um amigo de Romeu ? Frei Lawrence-, Romeu e
Julieta casam-se secretamente no dia seguinte. No dia do casamento dois
amigos de Romeu, Benvolio e Mercutio, passeiam pelas ruas de Verona e
encontram-se com Tybalt, primo de Julieta. Tybolt, que ouvira dizer que
Romeu tinha estado presente na casa de seus tios, anda à procura deste
para se vingar e discute com os amigos de Romeu. Entretanto Romeu
aparece e faz perceber que não se quer meter em brigas. Porém, os seus
amigos não percebem a atitude de Romeu e Mercuito resolve defender a
honra do amigo, e começa um duelo com Tybalt. Mercuito cai por terra,
morto. Romeu vinga o seu amigo matando Tybalt com um golpe de espada.
Este golpe faz com que Romeu seja ainda mais odiado pelos Capulets. O
príncipe de Verona expulsa Romeu da cidade, que se vê forçado a deixar
Julieta, que sofre imenso com toda esta história. O pai de Julieta, que
não sabia do seu casamento com Romeu, resolve casá-la com um jovem
chamado Paris. Desesperada, Julieta pede ajuda a Frei Laurence, que a
aconselha a concordar com o casamento. Diz-lhe que na manhã do
casamento Julieta deverá beber uma poção que ele lhe vai preparar. A
poção fará com que Julieta pareça morta e ela será levada para o jazigo
de família dos Capulet. Então o Frei mandará Romeu ter com ela para a
salvar. Julieta faz tudo o que o Frei a manda fazer e é deixada no
jazigo, tal como estava previsto. Antes que o Frei possa falar com
Romeu, este ouve a notícia da morte de Julieta. Desfeito de dor, Romeu
compra um frasco de veneno e vai até ao jazigo onde se encontra Julieta
para morrer ao lado da sua amada. À porta do jazigo encontra Paris e é
forçado a lutar com ele, acabando por o matar, pois nada o poderá deter
de se juntar a Julieta. Já dentro do jazigo, Romeu bebe o veneno e
morre ao lado da sua amada. Momentos depois, Julieta acorda e vê a seu
lado, o corpo morto de seu marido. O Frei entra e conta a Julieta o que
se passou. Inesperadamente, Julieta pega no punhal de Romeu e mata-se,
pois já não tem motivos para viver. A tragédia tem um grande impacto em
ambas as famílias ( os Montagues e os Capulet). As duas famílias estão
tão magoadas com a morte dos seus dois únicos descendentes, que decidem
nunca mais lutar e fazem as pazes.


Bjus,

Malu!

As brumas de avalon

Postado por Malu Corrêa às 16:17 0 comentários
Livro: Senhora da Magia
Série: As Brumas de Avalon
Autora: Marion Zimmer Bradley
Editora: Imago
Páginas: 252
Resenha por: Nina Lima

Neste romance, a lenda do rei Artur é contada pela primeira vez através das vidas, das visões e da percepção das mulheres que nela tiveram um papel central. Pela primeira vez, o mundo arturiano de Avalon e Camelot, com todas as suas paixões e aventuras – o mundo que, através dos séculos, cada geração recriou em incontáveis obras de ficção, poesia, drama – é revelado, como se poderia esperas, pelas suas heroínas – pela rainha Guinevere, mulher de Artur; por Igraine, mãe de Artur; por Viviane, a impressionante Senhora do Lago, Grande Sacerdotisa de Avalon; e principalmente pela irmã de Artur, Morgana, também conhecida como Morgana das Fadas, como a Fada Morgana – como feiticeira, como bruxa – e que nesta épica versão da lenda desempenha um papel crucial, tanto na coroação como na destruição de Artur. Trata-se, acima de tudo, da história de um profundo conflito entre o cristianismo e a velha religião de Avalon.


Quem nunca ouviu lendas sobre o Rei Arthur e sua Távola Redonda, que tratava seus cavaleiros como iguais, o rei justo e bondoso? É mas nem só de rosas o reino de Arthur foi composto e muito sangue, ódio e traição também foram ingredientes importantes na construção da obra de Marion Zimmer Bradley. Contado a partir da perspectiva das mulheres que rodeavam o rei, As Brumas de Avalon é uma coleção que mostra uma percepção mais sensível (e não menos brutal) da Bretanha Celta e da misteriosa Avalon e seus segredos.

Neste primeiro volume, A Senhora da Magia, conhecemos um pouco do contexto antes de Arthur e mesmo antes da bandeira do Pendragon reinar na Bretanha. Conhecemos a jovem Igraine e sua filha Morgana, e como essas duas personagens são de fundamental importância no futuro de todo um reino; há também Viviane, a Senhora do Lago, Sacerdotisa da Deusa – e irmã de Igraine, – que, com a Visão, tem uma privilegiada posição e influência sobre os demais e faz a história correr seu curso.

Durante toda a narrativa, foi possível entrar de cabeça na Bretanha Celta e sentir um pouco dos costumes daquela época, onde os casamentos eram arranjados – e não podiam ser questionados, vale lembrar, – e as mulheres não eram mais do que as senhoras de suas casas e cabides para jóias e fitas dadas pelos seus senhores. A realidade de Avalon era diferente: a Deusa só se comunicava com as mulheres, as quais tinham de ser consultadas e sua sabedoria era respeitada como sendo vindas da própria Deusa.

Um dos debates que eu acho mais interessantes durante toda a obra é questão da religião. De um lado, há os pagãos, ou seguidores da religião antiga (antes de Jesus Cristos), e há os cristãos, pregadores de um Deus único e vingativo. Quando contrapostas, é possível perceber o quão primitivos eram os ensinamentos da igreja cristã em relação aos da antiga religião (os que cultuavam a Deusa). É óbvio que não há como comparar os cultos e ritos antigos com os de hoje, pois a igreja retratada na obra é muito diferente dos cultuados hoje em dia.

Como já citado anteriormente, o papel da mulher é algo fundamental nos cultos à Deusa, e a história, seja ela de ficção ou não, costuma a falar sempre de seus heróis e nunca de heroínas (salvo Joana D’Arc, uma das poucas heroínas). E nessa coleção é possível acompanhar a construção da heroína, Morgana, nesse caso, desde pequena – em paralelo com a preparação e ascenção do Grande Rei Arthur.

As Brumas de Avalon não é uma obra recente: foi publicada entre os fim dos anos 70 e início da década de 80, mas é um clássico atemporal. E também vale lembrar que a coleção é a parte final de toda uma série, composta por Queda de Atlântida (volume I e II), e Ancestrais de Avalon (póstumo e encerrado por sua colega), Casa da Floresta, Senhora de Avalon e Sacerdotisa de Avalon. Embora não comprometam o entendimento da série, os outros livros são tão interessantes quanto, e fazem dessa aventura literária uma experiência sem igual.

Bjus,

Malu!

Gone with the wind - E o vento levou...

Postado por Malu Corrêa às 16:15 0 comentários
Scarlett O'Hara (Vivien Leigh) é a filha mimada de um rico fazendeiro sulista dos Estados Unidos, que nutre um amor impossível por um homem comprometido. Voluntariosa ela tenta de tudo para conseguir o que quer, no caso Ashley (achou o nome do personagem estranho, olha o nome do ator, Leslie Howard). Desde casamentos por ciúme, interesse, falsa amizade e até caridade forçada. Para complicar um pouco mais, o cenário é da Guerra Civil estadunidense. E entre um casamento e outro (são 3!) Scarlet enfrenta a guerra, a doença, a miséria, o trabalho duro, o sucesso, a perda dos pais, amigos, filha. Volta e meia recebendo ajuda de Reth Butler (Clark Gable). Um aproveitador cujo amor declarado ela rejeita (mesmo depois de casada com ele), e só percebe que o sentimento é reciproco quando é tarde demais. (Ufa, é grande mesmo)


Em uma época cheia de regras e pudores (quando um abraço causa um dramalhão e boa moça tira soneca durante as festas), Scarlet passa por cima de tudo para sobreviver. Quando o mundo real bate em sua porta e a acorda de seu estilo de vida confortável, ela enfreta seus problemas sem hesitar. Ainda assim, ela não deixa de ser mimada e voluntariosa, seu atrevimento naturalmente irritante é por vezes sua melhor arma. Ela até aprende algumas coisas durante a jornada, a maioria quando é tarde demais. É a história dela, sua jornada em busca do deseja, seja realmente importante ou mero capricho.



E sim, tem muitas coisas que para nós soa muito estranho. Todos os negros são gentis, sem vontade própria, e tem voz engraçada. Seus donos são bons e protetores (tá!). Melanie (Olivia de Havilland) esposa de Ashley é boazinha demais, nada a tira do sério. Mas tudo passa despercebido diante do charme que só os épicos Hollywoodianos da época tem. A grandiosidade dos cenários, os belos figurinos, os closes dramáticos, as caretas e falas teatrais (Oh! Reth!), o glamour das estrelas, a musica marcante, e o ritmo nada apressado de contar uma história. Hoje em dia se o filme passa de duas horas é longo demais. Boas histórias, as vezes, precisam de mais tempo. E o Vento levou é uma dessas histórias.



O resultado da correria atual, é que todo mundo já ouviu falar, viu algum tipo de párodia ou homenagem, ou ouviu a marcante trilha de Max Steiner (alô Dona Florinda!). Mas quem hoje em dia tem tempo para realmente assitir E o Vento Levou? Sem interrupções, de uma tacada só? (se bem que em capítulos daria uma ótima novela, e esse é o pais da novela!).



Pode até ser grande, mas é uma boa história, muito bem contada. Na boa! Mesmo depois de longos 233 minutos, eu continuaria assistindo. Saber se Scarlet finalmente cansou de lutar ou conseguiu alcançar seu último capricho. Acho que ela teve sucesso. Afinal, nas palavras dela, amanhã é outro dia! Que começe tudo outra vez.


Bjus,

Malu!
 

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