quarta-feira, 20 de abril de 2011

As brumas de avalon

Postado por Malu Corrêa às 16:17 0 comentários
Livro: Senhora da Magia
Série: As Brumas de Avalon
Autora: Marion Zimmer Bradley
Editora: Imago
Páginas: 252
Resenha por: Nina Lima

Neste romance, a lenda do rei Artur é contada pela primeira vez através das vidas, das visões e da percepção das mulheres que nela tiveram um papel central. Pela primeira vez, o mundo arturiano de Avalon e Camelot, com todas as suas paixões e aventuras – o mundo que, através dos séculos, cada geração recriou em incontáveis obras de ficção, poesia, drama – é revelado, como se poderia esperas, pelas suas heroínas – pela rainha Guinevere, mulher de Artur; por Igraine, mãe de Artur; por Viviane, a impressionante Senhora do Lago, Grande Sacerdotisa de Avalon; e principalmente pela irmã de Artur, Morgana, também conhecida como Morgana das Fadas, como a Fada Morgana – como feiticeira, como bruxa – e que nesta épica versão da lenda desempenha um papel crucial, tanto na coroação como na destruição de Artur. Trata-se, acima de tudo, da história de um profundo conflito entre o cristianismo e a velha religião de Avalon.


Quem nunca ouviu lendas sobre o Rei Arthur e sua Távola Redonda, que tratava seus cavaleiros como iguais, o rei justo e bondoso? É mas nem só de rosas o reino de Arthur foi composto e muito sangue, ódio e traição também foram ingredientes importantes na construção da obra de Marion Zimmer Bradley. Contado a partir da perspectiva das mulheres que rodeavam o rei, As Brumas de Avalon é uma coleção que mostra uma percepção mais sensível (e não menos brutal) da Bretanha Celta e da misteriosa Avalon e seus segredos.

Neste primeiro volume, A Senhora da Magia, conhecemos um pouco do contexto antes de Arthur e mesmo antes da bandeira do Pendragon reinar na Bretanha. Conhecemos a jovem Igraine e sua filha Morgana, e como essas duas personagens são de fundamental importância no futuro de todo um reino; há também Viviane, a Senhora do Lago, Sacerdotisa da Deusa – e irmã de Igraine, – que, com a Visão, tem uma privilegiada posição e influência sobre os demais e faz a história correr seu curso.

Durante toda a narrativa, foi possível entrar de cabeça na Bretanha Celta e sentir um pouco dos costumes daquela época, onde os casamentos eram arranjados – e não podiam ser questionados, vale lembrar, – e as mulheres não eram mais do que as senhoras de suas casas e cabides para jóias e fitas dadas pelos seus senhores. A realidade de Avalon era diferente: a Deusa só se comunicava com as mulheres, as quais tinham de ser consultadas e sua sabedoria era respeitada como sendo vindas da própria Deusa.

Um dos debates que eu acho mais interessantes durante toda a obra é questão da religião. De um lado, há os pagãos, ou seguidores da religião antiga (antes de Jesus Cristos), e há os cristãos, pregadores de um Deus único e vingativo. Quando contrapostas, é possível perceber o quão primitivos eram os ensinamentos da igreja cristã em relação aos da antiga religião (os que cultuavam a Deusa). É óbvio que não há como comparar os cultos e ritos antigos com os de hoje, pois a igreja retratada na obra é muito diferente dos cultuados hoje em dia.

Como já citado anteriormente, o papel da mulher é algo fundamental nos cultos à Deusa, e a história, seja ela de ficção ou não, costuma a falar sempre de seus heróis e nunca de heroínas (salvo Joana D’Arc, uma das poucas heroínas). E nessa coleção é possível acompanhar a construção da heroína, Morgana, nesse caso, desde pequena – em paralelo com a preparação e ascenção do Grande Rei Arthur.

As Brumas de Avalon não é uma obra recente: foi publicada entre os fim dos anos 70 e início da década de 80, mas é um clássico atemporal. E também vale lembrar que a coleção é a parte final de toda uma série, composta por Queda de Atlântida (volume I e II), e Ancestrais de Avalon (póstumo e encerrado por sua colega), Casa da Floresta, Senhora de Avalon e Sacerdotisa de Avalon. Embora não comprometam o entendimento da série, os outros livros são tão interessantes quanto, e fazem dessa aventura literária uma experiência sem igual.

Bjus,

Malu!

Gone with the wind - E o vento levou...

Postado por Malu Corrêa às 16:15 0 comentários
Scarlett O'Hara (Vivien Leigh) é a filha mimada de um rico fazendeiro sulista dos Estados Unidos, que nutre um amor impossível por um homem comprometido. Voluntariosa ela tenta de tudo para conseguir o que quer, no caso Ashley (achou o nome do personagem estranho, olha o nome do ator, Leslie Howard). Desde casamentos por ciúme, interesse, falsa amizade e até caridade forçada. Para complicar um pouco mais, o cenário é da Guerra Civil estadunidense. E entre um casamento e outro (são 3!) Scarlet enfrenta a guerra, a doença, a miséria, o trabalho duro, o sucesso, a perda dos pais, amigos, filha. Volta e meia recebendo ajuda de Reth Butler (Clark Gable). Um aproveitador cujo amor declarado ela rejeita (mesmo depois de casada com ele), e só percebe que o sentimento é reciproco quando é tarde demais. (Ufa, é grande mesmo)


Em uma época cheia de regras e pudores (quando um abraço causa um dramalhão e boa moça tira soneca durante as festas), Scarlet passa por cima de tudo para sobreviver. Quando o mundo real bate em sua porta e a acorda de seu estilo de vida confortável, ela enfreta seus problemas sem hesitar. Ainda assim, ela não deixa de ser mimada e voluntariosa, seu atrevimento naturalmente irritante é por vezes sua melhor arma. Ela até aprende algumas coisas durante a jornada, a maioria quando é tarde demais. É a história dela, sua jornada em busca do deseja, seja realmente importante ou mero capricho.



E sim, tem muitas coisas que para nós soa muito estranho. Todos os negros são gentis, sem vontade própria, e tem voz engraçada. Seus donos são bons e protetores (tá!). Melanie (Olivia de Havilland) esposa de Ashley é boazinha demais, nada a tira do sério. Mas tudo passa despercebido diante do charme que só os épicos Hollywoodianos da época tem. A grandiosidade dos cenários, os belos figurinos, os closes dramáticos, as caretas e falas teatrais (Oh! Reth!), o glamour das estrelas, a musica marcante, e o ritmo nada apressado de contar uma história. Hoje em dia se o filme passa de duas horas é longo demais. Boas histórias, as vezes, precisam de mais tempo. E o Vento levou é uma dessas histórias.



O resultado da correria atual, é que todo mundo já ouviu falar, viu algum tipo de párodia ou homenagem, ou ouviu a marcante trilha de Max Steiner (alô Dona Florinda!). Mas quem hoje em dia tem tempo para realmente assitir E o Vento Levou? Sem interrupções, de uma tacada só? (se bem que em capítulos daria uma ótima novela, e esse é o pais da novela!).



Pode até ser grande, mas é uma boa história, muito bem contada. Na boa! Mesmo depois de longos 233 minutos, eu continuaria assistindo. Saber se Scarlet finalmente cansou de lutar ou conseguiu alcançar seu último capricho. Acho que ela teve sucesso. Afinal, nas palavras dela, amanhã é outro dia! Que começe tudo outra vez.


Bjus,

Malu!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

HuSh HuSh. Susurro

Postado por Malu Corrêa às 17:52 1 comentários
Livro: Sussurro (Do Original, Hush,Hush)
Saga: Hush, Hush.
Autor(a): Becca Fitzpatrick
Número de páginas: 264
Editora: Intrínseca
Compre: Saraiva

A verdade é a seguinte: Você vai se apaixonar! Não tem jeito! Nem tente fugir.

Nora é uma adolescente comum. Não é problemática, tem amigos, tira notas boas, é bonita, mora numa super casa e tem uma boa relação com a mãe, apesar dela ficar muitos dias fora de casa por conta do trabalho.

Aí ela conhece Patch! Um cara bonito, com pinta de rockeiro e que parece saber mais de Nora do que ela mesma. O cara está sempre por perto, em todos os lugares que ela frequenta e mesmo naquelas ocasiões onde você se vê totalmente sozinha, lá está aquela sensação de que alguém a vigia. E ela não tem dúvidas de que é Patch!
Lógico que ela fica encucada com aquilo, mas mesmo com a pulga atrás da orelha, ela segue a vida.
Quando coisas muito estranhas acontecem a sua volta, pondo em risco a sua segurança, da sua mãe e da melhor amiga, ela já não sabe mais em quem confiar!

A grande qualidade deste livro é que nada é por acaso. Qualquer detalhe, por minúsculo que seja, tem um objetivo. Nora e Patch são o típico casal adolescente. Tirando o fato do cara ser um anjo, o relacionamento dos dois é bem normal, podendo até ser comparado a minha vida ou a sua! Não existe aquela melação de romances que só é visto em filme. Os diálogos dos dois são inteligentes e rápidos, culpa da língua afiada que têm.

Becca, a autora, leva vantagem no fato de não encher linguiça. Ela não perde tempo descrevendo o cereal preferido da protagonista. Constrói todos os personagens sucintamente, e capricha nas ações e reviravoltas. Até o último parágrafo do livro, você não é capaz de dizer como ele irá acabar!

E como eu disse lá no início, você vai se apaixonar! Você vai desejar um Patch em sua vida! Mas lembre-se, ele não é fofo! E é isso que faz dele o máximo!

Agora se você for homem, não se preocupe. O livro também é para você. Nora é encantadora! Não é chata, nem grudenta. Não é frágil e nem tem dilemas internos intermináveis! É decidida e mesmo que a razão a proiba de certas atitudes, ela liga o f*** e larga nas mãos de Deus!

Mas se você é daqueles que ainda não sabe bem o que prefere, olha que legal … o livro também é para você. Vee, a melhor amiga de Nora, é a típica melhor amiga que todos gostaríamos de ter. Pra cima, engraçada, consumista, cheia de idéias malucas e uma ótima companhia pra balada!

Junta isso tudo, suspense (bem escrito, daqueles que faz vc trancar bem as portas antes de ler. Juro), uma boa dose de humor e voilá … você terá em mãos um dos melhores livros do ano. Sem exageros!

Bjus
Mah!
 

Light On The Night Template by Ipietoon Blogger Template | Gadget Review